Até onde uma antiga musiquinha de videogame me faz lembrar

Estava eu aqui a mexer com meus meios excusos para conseguir games de graça pela internet – ato que eu com certeza deixaria de fazer SE o preço pelo o que pagamos por um game não fosse tão absurdo, se comparar com outros países – quando topei com um nome de um game antigo. Super Mario Land 2, do Game Boy “tijolão”, em um clipe do Youtube.

Sorrí que nem um bobo, e deixei uma lágrima cair. Nem foi pelo game em sí, o qual baixei logo após. Nem pelo fato de eu poder jogar ele mais uma vez, o que por sí só já me deixou muito feliz. Mais foi justamente pela musiquinha que tocava na primeira fase do tal game. Quantas memórias ela me trouxe!

Quando era criança, o Super Nintendo era a onda das crianças, competindo lado-a-lado com o Mega Drive. Ou você era fã do Mario ou era fã do Sonic. Apesar de já fazer parte do lado Sega dessa briga de videogames, sempre tive vontade de ter um SNES pra mim. A falta de dinheiro levou meus pais a comprarem um Game Boy, que de brinde veio com esse hogo citado. Eu era um pivete mimado, então não gostei do fato de todo mundo poder jogar Super Mario World, e eu lá emburrado com meu Mariozinho preto-e-branco tão diferente dos outros. Mas olhando hoje, pra esses dias idos, nunca deixei de gostar de ser o “diferente”.

E claro, como citei nos primeiros parágrafos, o que me trouxe a essas lembranças foi a tal musiquinha, que só hoje depois de anos que aprendí o nome: Athletic. Vivia assobiando ela aqui e alí, na escola, em casa, durante o banho, na companhia dos amigos, ela simplesmente não saía da minha cabeça. Por causa dela, peguei fama de sempre assobiar as mesmas músicas do game do Mario quando estava feliz.

Lembro uma vez em que estávamos escalando o morro que havia perto de minha antiga casa, no alto da rua Manoel Guarini do Jardim Irajá, daqui de São Bernardo. O morro ainda existe, e ele é cheio de degrauzinhos escondidos pelas gramas. Degraus que nós, crianças, fizemos enquanto subíamos e descíamos ele. Numa ocasião, eu e dois amigos, Dudu e Rafael (conhecido por “Leãozinho” por causa da juba que ele tinha no lugar do cabelo), estávamos lá no alto, e vímos um pôr-do-sol muito lindo naquele final de tarde. Aquilo ficou tão marcado na nossa cabeça que passamos a sempre subir o morro no mesmo horário, por volta das seis horas da tarde, e toda a vez que descíamos o morro no fim do espetáculo da natureza, lá ia eu assobiar a tal musiquinha do Mario. Acabei viciando o Dudu e o Leão a fazer o mesmo depois de tanto tempo repetindo o ato.

Conforme as semanas iam passando, mais gente lá da rua ia seguir a gente pra fazer o mesmo, de tanto ver três amigos felizes e assobiando, enquanto iam encerrar o dia cada um na sua casa. O alto do morro virou o point da nossa turma. Começamos a ir lá por qualquer motivo, conversar, trazer nossos brinquedos, bater figurinha, empinar pipa, até mesmo fugir dos pais quando o boletim vinha cheio de notas vermelhas. Mas o mais impressionante é que todas as treze crianças que começaram a nos seguir também começaram a assobiar a mesma musiquinha a cada vez que descíamos o morro pra jantar! Virou um costume geral, como um hino de encerramento das nossas atividades infantis. Como passarinhos que cantavam ao pôr-do-sol pra anunciar o final do dia, exceto pel ofato que nós éramos os passarinhos, e a musiquinha do Mario era o nosso piar. A rua inteira já sabia que, quando ouvisse os assobios e o tom alegre da musiquinha, era hora de todos encerrarem o dia.

Bom, pena que não foi assim pra sempre. Mas é incrível como até mesmo eu acabei por enterrar essa memória, e mais um monte delas ligadas ao morro e aos meus antigos amigos do meu tempo de pirralho, até eu ouvir a Athletic mais uma vez!

Sabe, acho que vou visitar esse morro qualquer dia desses, só pra matar a saudade. Mas não ia ser a mesma coisa se eu fosse lá sozinho. Algum de vocês topa me acompanhar lá? Se os prédios de hoje em dia não bloquearam a visão, posso garantir que o pôr-do-sol de lá é lindo ;3

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Êêêê carinha nova!

Depois de dar uma explorada aqui no layout do fórum consegui mudar o fundo de tela e o banner. Se bem que agora o blog tá com uma cara egocentrista, putz XD Melhor do que a de antes, mas tá, ainda dá pra melhorar, ´so não tenho idéia de como. Sugestões são bem vindas!

Aliás, crédito dado a quem o crédito é merecido. O fundo de tela atual foi feito pelo Warden Raichu e o pequeno Billy com a cara de (falta de) conteúdo do banner é um recorte do Vida em Bando, feito pela Tiamat.

Falando no banner… Eu AINDA não sei o que escrever nele, mas acho que gosto dele assim. Esperem por uma nova mensagem nele a cada update! :D

E… Sei lá mais o que falar |P; Eu poderia estar debatendo sbre algum tema sem qualquer aparente inutilidade (negativa dupla, legalz! XD) que vocês, leitores, queiram sugestionar. Qualquer idéia é bem vinda, principalmente as ruins! XD

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Escritor, redator, e distribuidor

Vivo reclamando do meu trabalho, como redator estagiário num jornal pequeno aqu ide São Bernardo do Campo. Também pudera, recebo um salário mpínimo para fazer quatro cargos diferentes, eu poderia estar recebendo um barão por mês fácil, se não fosse minha situação irregular >.>; Como não completei meus estudos na faculdade de jornalismo, por causa de uma fatalidade no desenvolvimento do meu TCC

Eu sei que vocês vão perguntar, então… Pra resumir: tinha uma tese já 1/4 completada, num grupo de três pessoas contando comigo. A cabeça do trio caiu de doença, nosso TCC foi anulado por completo ,e todas as notas relativas ao desenvolvimento foram zeradas. Teríamos que começar outra tese do zero, mas só com UM MÊS E MEIO de prazo pro semestre acabar! Era suicídio continuar os estudos, então tranquei eles por enquanto x~x;; Até lá, tô ajuntando uma graninha nesse estágio.

Mas enfim, mesmo um emprego que eu tanto reclamo tem seus momentos que eu amo. Entre os cargos extras que eu faço aqui, eu também distribuo o mesmo jornal que escrevo. Sabe aquele pessoal que aproveita os faróis vermelhos das ruas pra ficar dando santinho pros motoristas? Então, é a exata mesma coisa! XD Nem reclamo de fazer esse serviço em sí, até gosto de bater perna na verdade, é bem melhor que ficar entocado num cubículo poeirento, deixando a bunda quadrada |P;

O legal é que ninguém espera que o mesmo jovem que, com um sorriso na cara e uma pilha de jornais no braço direito, aquele que pode te abordar na rua oferecendo um dos impressos com a frase “vai um jornalzinho?”, é a mesma pessoa que escreve um quarto do jornal! Então quando alguns poucos vem visitar o jornal e me reconhecem, digitando alguma matéria nova na frente de um dos três computadores desse escritório pequeno, a surpresa deles faz valer o resto do meu dia XD Como aconteceu uns três dias atrás, durante a sexta-feira, onde um senhor com o qual conversei na rua pela manhã visitou a redação perto do fim do meu expediente. Ele praticamente pulou quando soube que o menino das entregas era o mesmo que assinara uma das matérias que ele tinha gostado de ler. Me encheu de elogios pro chefe! Até ouví um comentário paralelo dele sobre me dar uma comissão, pelo anuncio que ele planejava vender par ao tal senhor *w* Duvido que seja mesmo verdade, mas que me encheu de orgulho, encheu XD

Posso realmente odiar esse emprego, estar trancado numa situação que não me permite receber o quanto eu realmente deveria por todos os cargos, e não gostar de certas coisas que acotnecem nesse trabalho em sí. Mas só o fato de ver cara-a-cara o público que acompanha minhas matérias faz tudo valer a pena. :3

PS: uma das matérias que estou cobrindo no jornal hoje: Palmeiras perdeu esse sábado, dia 7 de Agosto, para o time da minha cidade, São Bernardo Futebol Clube, também conhecido como ‘Tigres do ABC” (com direito a mascote de fursuit e tudo mais), por CINCO A ZERO! Palmeiras tomou lavada de um time do Sub 20! E isso por que um dos jogadores do próprio verdão acabou salvando os Tigres de tomarem um gol, só por estar marcando o jogador errado na pior hora possível! Depois dessa eu vou deixar de ser Corinthiano para ser Tigrense! XD

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Um blog ausente de conteúdo!

Primeira coisa que eu pensei quando decidí fazer um blog aqui foi “Putz, mas já tem uma porrada de informação aqui!” Então decidí abrir o meu para lhes desinformar um pouco! Por que até mesmo informação em exagero faz mal, então considere o meu espacinho aqui no Fauna Urbana um serviço voluntário para a sua saúde mental.

Mesmo porque, olha só quem é que tá falando com vocês! Um tonto de São Paulo, entocado numa cidade onde nenhum fur jamais esteve, São Bernardo do Campo (exceção ao Vira-Lata, mas este também sumiu, deve ter se mudado pro Acre…), com só seis anos de existência de pêlo, faculdade de jornalismo incompleta, e estagiando numa gambiarra de emprego que paga só salário mínimo, quando muito o valor exato. Ou seja, de mim vocês não deveriam esperar nada de informativo mesmo! XD

Tá, agora falando sério, eu já vinha para cá com essa idéia desde muito tempo, talvez até anos antes de me tornar furry. Sempre baseei minha forma de escrita no estilo cronista. Já viram a última página da Veja São Paulo, aquelas histórias narradas por Walcyr Carrasco e Ivan Ângelo? Foram duas das minhas inspirações, o terceiro sendo Ricardo Freire, autor da coluna Xongas da revista Época.Ou seja, dois famosos novelistas, e um escritor de calibre.

E qual eram os tópicos das crônicas desses três grandiosos autores? Os pombos do Parque da Liberdade, o som de azulejo quebrando na base do martelo, como faturar troco pra gastar nos feriados usando o pedágio das rodovias (ataque cada um com uma nota de cinquenta, e nunca ceda a dar troco), como identificar uma peça genuinamente falsificada num antiquário e pechinchar o preço pra um décimo do valor original, relatos de um amigo distante que é advogado e contou-lhe alguns casos que resolveu na base do “aviso amistoso”… Ou seja, TAMBÉM NADA DE ÚTIL! òAó

E é justamente esse tipo de conteúdo que eu quero lhes dar aqui nesse espaço. Algo que não vai te deixar dormir mais tranquilo, ou fazer você mais rico, nem fazer você ter sorte no amor ou nas jogatinas, mas que ainda assim é gostoso de ler. Um blog sem compromisso, pros furries (e também quem não é, são todos bem vindos!) descansarem a cabeça de tanta informação. Uma leitura pra esvaziar a mente, digamos assim.

…Só não esvaziem a mente demais aqui. Depois sou eu quem limpo o que sobrar ~.~;;

Aproveitando a brecha do fim do texto,  desculpa a demora pra atender os pedidos de amizade, furzada amiga, mas eu até me esquecí do novo FU! Falando em esvaziar a cabeça, acabei deixando a minha sem nada que me fizesse lembrar disso, depois de viajar duas vezes nesse mês (a passeio, com uns amigos de pêlo), e de ter o resto do tempo atochado de trabalho no tal jornalizinho onde estagio. Muito trabalho e pouca diversão deixam o mimiga tapadão x.x;

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